Seven days of life – Day 4

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O dia da apojadura, é certamente o mais difícil do puerpério! O leite desce pra valer e … isso dói, gente!
Mas agora era o momento de fotografar um dos objetivos mais claros do projeto! A verdade por trás do romantismo da maternidade!
Claro que tudo é incrível e apaixonante! E de todos os sentimentos envolvidos com a chegada de um filho, nenhum deles é maior do que a felicidade! Mas alguns, doem! E doem muito!

Eu cheguei na casa da Mariana a noite e a primeira coisa que ela me disse foi.. “Olha a minha casa como está virada“!!
Eu olhei para um lado, olhei para o outro e fiquei quieta (como quem concorda, rs..) e logo percebi que ela estava muito nervosa!
A sala estava habitada por alguns brinquedos da Nina, cobertorzinhos, bebê conforto, sacolas, lembrancinhas da maternidade.. e ela estava de pijama, cinta de compressão e com apenas uma fralda sobre os seios, que estavam enormes!
Logo entendi que era o dia da apojadura e que todos os hormônios do mundo, dançavam sem piedade.

Perguntei de todo o coração: “Como você está hoje, Mari?” Não foi um “Oi, tudo bem?” no automático.. Eu realmente queria saber como ela estava naquele dia! E então ela me olhou e mergulhou num doloroso e longo choro!

Eu realmente lembro muito bem dessa dor! Não só a dor física pelo inchaço e hipersibilidade dos seios, pela cirurgia, pelo cansaço, pela privação de sono (ai, como isso dói)… Mas uma dor emocional mesmo! Aquela que a gente não explica direito, mas que dói, dói muito! Somou-se à perda de um tio querido naquela noite, e apesar dela ter a compreensão que o ciclo da vida estava girando naqueles dias (a partida do tio e o nascimento do Luli) ela tinha mesmo todos os motivos do mundo pra chorar!

A Nina por sua vez, não queria comer! Isso foi deixando a Mari um pouco aflita e pensando em tudo o que tinha que fazer: dar janta pra pequena, amamentar com dor, arrumar a casa, tirar e recolocar a cinta (isso também dói..).. E o choro continuava!

Sugeri que ela fosse tomar um banho.. Acho que, no puerpério ou não, esse é sempre um momento de conexão com nós mesmas! Quem nunca chorou no banho? E eu sabia que lá, ela poderia ter um encontro com ela mesma, ficando um pouco sozinha e em silêncio com toda a sua dor! Fiquei uns poucos minutos fazendo companhia, fui embora de mansinho e torci para que ela tivesse pelo menos algumas horas reparadoras de sono!

Eu sei que este momento nos uniu! Naquela noite eu não a abracei porque queria mesmo fotografar toda aquela realidade!
Mas sei que ela viu nos meus olhos, todo o meu carinho, colo e afeto
No dia seguinte tinha mais projeto Seven Days!











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