No terceiro dia de Yuri no mundo, eu e Mariana merecíamos o título de “as loucas do what’sapp”! Enquanto eles se preparavam para receber a alta médica e deixar o hospital, eu estava fazendo uma outra sessão do outro lado da cidade!
Minha intenção era chegar na casa deles antes de todos, para registrar o primeiro instante do Yuri em seu lar! E deu certo! .. mas trocamos muuuitas mensagem até ajustar os horários.

Quando a porta da sala se abriu, já vi o Rodrigo todo orgulhoso carregando o quadrinho da porta da maternidade, enquanto a Mari estava com muita dor na cesárea e xingando o prefeito, o sub-prefeito e vereadores, pelos buracos na cidade de São Paulo.
Ela sorriu de felicidade ao entrar em casa, mas chorou de dor em seguida!

Como eu disse no post de ontem, realmente estamos cercadas de todos os cuidados e comodidades na maternidade! Mas basta um passo para a vida real, para que a gente recoloque os pés no chão e lembre que a agora é com a gente!
Entrar em casa é sentir, aos poucos, que temos que reassumir o controle das coisas.. E eu acho que a gente não quer que isso aconteça tão rápido e por isso ajuda da família fundamental nesse período!

Durante a primeira mamada em casa, eu percebi que a Mari e o Yuri puderam enfim, começar a se conhecer. Era um momento só deles, a casa estava tranquila e não haviam as interferências impostas pela rotina da maternidade. Era o momento de cheirar o cabelinho, contar os dedinhos e procurar os traços físicos parecidos com a família. Enfim, era o dia em que aquele ninho vazio chamado berço, receberia seu o passarinho!

E o que mais gosto neste terceiro dia do “Seven days” é que a realidade que eu queria mostrar neste projeto, começa a aparecer!
Logo que o Yuri dormiu, as dores da maternidade, começam a cair com toda sua verdade sobre a casa.

Os seios já estavam super doloridos por causa da amamentação e a expressão de dúvida no rosto da Mariana tentando entender a bula (gigante) do protetor e concha de amamentação, acontece ao mesmo tempo em que a sua mãe chega da farmácia e tenta entender a posologia da medicação receitada para as dores. Uma laranja aparece na mão dela, para que se alimente um pouco antes do almoço ficar pronto! Ela já está no automático e mal percebe. Dores nos seios, nas costas, na cesárea..

Para mim, um pratinho de laranja cortadinha.. A mãe da Mariana é tipo mãezona e disse que eu tinha que comer também! E como eu estava fotografando, a minha laranja veio em pedacinhos pra facilitar! Fala, gente.. é muito mimo!! Mas eu já tinha o meu carimbo de “você é muito bem-vinda”! =)




















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Cheguei na maternidade no meio da tarde, carregando o meu filhote debaixo do braço! Meu dia tinha sido super corrido!
Como eu havia feito outras sessões durante o dia, peguei o Léo na escola e fomos direto pra lá!
Eu encontrei um ambiente sereno, tranquilo e o Yuri dormia como um anjo no bercinho, próximo a janela!

Eu sempre explorei muito o universo das cores nos meus trabalhos como fotógrafa, mas dessa vez queria algo mais denso, onde pudesse através das imagens em preto e branco, criar uma mensagem objetiva, sem a distração das cores.
Mas quando cheguei mais perto e vi aquela luz linda de final de tarde, que entrava filtrada pela janela, nem pensei em resistir e fiz uma das poucas fotos colorida do projeto. Ele estava lindo, bochechudo e as cores daquele dia estavam especiais, porque era realmente um dia especial: em pouco minutos eu iria fotografar a Nina e o Yuri juntos!

Ela chegou logo depois, entrou no quarto, ficou na pontinha dos pés, se apoiou no berço, olhou, olhou.. Ainda estava séria e curiosa, mas logo esticou os bracinhos para alcançar o rosto do irmão! Foi aí que os olhinhos se apertaram e vimos nascer um sorriso lindo! Senti que o mundo parou e todos nós congelamos naquele instante!

Colocamos Yuri na cama para que ela pudesse chegar mais perto e viver uma experiência ainda mais intensa com aquele bebezinho que seria, para sempre, o amigo e companheiro de uma vida toda! E foi observando aquela reação linda da Nina, é que é a Mari desabou pela primeira vez! Chorou sozinha, no cantinho da parede, em silêncio e sem interferir naquele momento dos filhos!
Na verdade, choramos todos.. porque foi a coisa mais linda do mundo assistir aquela cena!

Olhei para o meu filho que esperava na ante-sala e pensei que certamente, se eu tivesse mais um bebê, também estaria com o coração na mão pelo encontro do dois! Pensei também no meu irmão e no que ele sentiu quando eu nasci..
Nunca perguntei pra ele, mas o fato é que hoje somos grandes amigos e nutrimos um amor especial um pelo outro!
Lembrando disso, chorei por dentro e por fora! De longe, o Leozinho só me olhava, como quem perguntasse: “O que foi, mãe?”

A Nina esperou ansiosa, com as mãozinhas abertas, louca para segurar o Yuri! Estava apaixonada!!! Beijava, abraçava, apertava, segurava no colo e sorria, sorria, sorria.. sorria muito! Foi um momento realmente especial, para todos os que estava ali! =)

Quando estamos na maternidade, tudo acontece de forma muito favorável! Temos sempre profissionais ao nosso lado, para ajudar em tudo.. Enfermeiros, medicação, cama automática que levanta com um botãozinho, alimentação equilibrada, limpeza dos quartos, ajuda full time com o bebê, horários de visita.. tudo ali gira em torno do nosso conforto e bem-estar!

Mas a alta médica aconteceria na manhã seguinte. Estava chegando a hora de encarar o início de uma nova rotina em casa!
E eu iria registrar tudinho! =)

















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Cheguei na maternidade para visitar a Mari e o Yuri, perto do meio-dia.
O Rodrigo estava almoçando na ante-sala enquanto a Mariana estava no quarto, sentada na cadeira.
O Yuri tinha acabado de mamar e estava lá, relaxado e tranquilo!

Incrível como ele parecia enorme na noite a anterior. E não era pra menos, pois nasceu um bebezão de 3.760Kg!
Mas naquele momento, puder ver a fragilidade de um bebezinho, tão entregue no colo da sua mãe, com seus dedinhos minúsculos, seu narizinho perfeito e muito, muito cabelo! A Mariana estava feliz e apaixonada!.. Estava com algumas dores, mas a expectativa maior era em relação ao encontro da Nina com o irmão, que aconteceria somente mais tarde!

Aos poucos as visitas foram chegando para conhecer o Yuri e o quarto foi ficando repleto de amigos. Na alegria do momento, muitas perguntas foram sendo feitas, presentes entrando porta adentro, telefone tocando.. e quando me dei conta, havia um pequeno círculo ao redor do bebê, enquanto ele se espreguiçava na cama! Foi o momento de deixar o local para que todos ficassem à vontade!

Na saída, pude ver o almoço do Rodrigo ainda intacto, enquanto ele recebia novos apaixonados para conhecer o Yuri!
Era a nova vida começando! Eu já estava ansiosa para voltar no dia seguinte e presenciar o grande encontro dos irmãos! =)







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Antes mesmo de dar início ao projeto, eu já estava ansiosa com o nascimento do Yuri!
Eu já tinha feito o ensaio de gestante da Mari e junto com a família toda, eu estava na expectativa da contagem regressiva!

No dia 26 de maio, eu já tinha feito duas sessões com crianças, quando recebi uma mensagem: “Ká, o Yuri chega hoje!!!”
Aquela notícia foi uma injeção de adrenalina e mandou embora o cansaço do final de um dia de trabalho.
Fui direito pra maternidade e de lá não saí mais, até ver o rostinho do pequeno!
Era importante que a família estive à vontade com a minha presença naquele momento tão íntimo, mas todos me receberam de braços abertos e com muito carinho, o que contribuiu imensamente para cada registro! E assim, os laços de afeto que já existiam com a Mariana, se estendeu a todo o núcleo familiar e se fortaleceram ao longo dos 7 dias do projeto! Muito amor!

Chegando na maternidade, encontrei a Mari toda serelepe, mas já com algumas contrações e desconfortos!
E juntas, aguardamos o grande momento, na companhia somente dos seus pais, do maridão Rodrigo, da filhota Nina e da sua linda irmã Mel! Ou seja.. o miolinho da família, o núcleo afetivo.. e eu ali, fazendo parte daquele momento incrível!

Meu objetivo não era registrar o parto. Era sim, mostrar o clima de expectativa da família, a ansiedade, a espera, as horas que não passam! Naquele momento, praticamente como uma quase-membro-da-família, também fiquei muito emocionada e tive que me concentrar para fazer as imagens que eu queria. Entre elas, as da Nina, linda, fazendo plantão na porta do centro obstétrico!
Nenhuma enfermeira escapava dela!! .. e ela sempre tinha uma dancinha pra mostrar!

O parto demorou um pouco e levamos um bom tempo para ter notícias, mas foi mesmo uma explosão de alegria quando de dentro sala de parto, o Rodrigo enviou a primeira foto do filhote, para o celular de cada um da família que aguardava!
O bacana é que também recebi a foto no meu celular e então, eu já era tecnicamente da família também! =)

Pouco depois, pudemos conhecer o pequeno (grande) Yuri, saudável, forte, gorduchinho, cabeludo e lindo!!!!
Foi incrível!

Fui embora perto das 11 da noite, repleta de emoção e alegria.
No dia seguinte, o projeto começaria pra valer! A primeira visita do Seven days of life! =)
Vem tanta emoção pela frente.. Continue acompanhando!

















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Já há alguns anos, trabalhando como fotógrafa de famílias e buscando imagens esteticamente bonitas, vibrantes e felizes, comecei a me questionar sobre uma série de fatores ligado à maternidade e a uma realidade que acontece somente dentro das lares.
Acho que esta busca faz parte do amadurecimento profissional (que bom que ele vem) e me trouxe questões relacionadas ao meu próprio momento de maternagem.
Eu conheci este termo [maternagem] há alguns meses atrás, durante as minhas pesquisas sobre o puerpério e achei fantástico e muito pertinente a uma etapa importante da vida da mulher.
Uma simples palavra criada para resumir esse período de amor arrebatador e dedicação intensa ao filho!
“O que você tem feito? – Estou maternando” Achei lindo!

Bom.. mas voltando à minha maternagem, eu lembro que não era uma mãe descansada, disposta, maquiada e com aparência saudável como as mamães que fotografo no dia da sessão newborn, em meu estúdio. Pelo contrário.. estava destruída, cansada, com dores, com dúvidas! Eu chorava à toa e achava que a privação de sono imposta pela rotina com o Leozinho, era a pior parte!
No início, eu tive dificuldades (e muitas dores) com a amamentação, com o uso da cinta e sobretudo com os cuidados com o meu bebê. Eu tinha o momento do banho como um reencontro comigo mesma e possibilidade de ficar a sós com aqueles sentimentos todos! Passei dias de roupão pela casa, cabelo amarrado, olheiras, chinelo, achando que minha vida se resumiria para sempre naquela rotina. Era bom! Mas também era dor!

Claro que eu também fui (e sou) uma mãe orgulhosa da sua cria e pude perceber aquela amor imenso crescendo dia após dia, mas também, a cada noite acordada ao lado do berço, a cada cólica, a cada fralda trocada.
E eu realmente fui entendendo que o amor se constrói assim, nos momentos incrivelmente lindos e também na árdua rotina de cuidar de um pequeno milagre que a gente teve a honra de colocar no mundo!

Lembro que a primeira semana com o bebê em casa foi caos! Primeiro porque essa visão romântica da maternidade, que é natural existir quando estamos grávidas do primeiro filho, veio simplesmente por água abaixo quando cheguei em casa!
A maioria das coisas que eu planejei, mudou num piscar de olhos e começou a ter as regras ditadas pelo reizinho do pedaço!
E lá vamos nós, tentando reorganizar esse caos em meio a mamadas, fraldas, dores e amores!

Quando o Léo completou 7 dias de vida, eu tive que encarar a rua e o mundo (que parecia incrivelmente maior) com a primeira consulta ao pediatra! Foi um momento de criar coragem, de tirar o roupão, buscar uma alternativa de roupa que entrasse no corpo que não era mais de uma mulher grávida, mas que também era um corpo estranho ainda desconhecido pra mim e enfim, começar a tocar a vida novamente! Filho, casa, mercado, família, amigos.. A vida ia continuar!

Esses 7 primeiros dias foram loucos, intensos, emocionante, difíceis e inesquecíveis pra mim!
Foi um período de quase anestesia na minha vida..
Tenho poucos registros da minha rotina porque fui atropelada pelo turbilhão de novidades e dúvidas!
Mas lembro como se fosse hoje, daqueles olhinhos começando a me encontrar, daquele amor me invadindo e da certeza que minha vida seria ainda mais feliz com meu novo amor!

Por isso criei o projeto “Seven days of life” onde posso registrar uma realidade linda, intensa e por vezes dolorosa, dessas mães que acabaram de chegar em casa com os seus bebês!
Eu gostaria que essa rotina fosse fotografada, para que as mulheres pudessem lembrar de toda essa intensidade e dos detalhes que fizeram a vida acontecer nos primeiros dias!

Para isso, convidei a Mariana Brancatte, que escreve lindamente as histórias da sua vida no blog http://www.mamiemais.com, para participar deste projeto comigo!
Nos conhecemos quando fotografei a sua primeira gestação e todo o primeiro aninho da Nina, e nunca mais nos afastamos! =)
Hoje ela é uma querida amiga e topou, de coração e alma, encarar todo esse desafio comigo!

Eu queria alguém corajosa, disposta, livre de pudores ou pré-conceitos e encontrei nessa mãe linda, toda a verdade que eu queria fotografar! Foram dias incríveis ao lado dela e da sua família, enquanto curtiam e descobriam o pequeno Yuri, recém-chegado!

O projeto “Seven days of live” consiste em registros diários da rotina da primeira semana do bebê e todas as alegrias e descobertas da família! Mas o foco é a mãe, a mulher, a heroína que encara todos os desafios com muita força e com um amor imenso!

Nos próximos posts, vamos falar sobre cada um destes dias! =)
Acompanhe!
Bjs


Eu, cansada e feliz, maternando em fevereiro de 2004! <3

Conheça cada dia do projeto com esta família:
O nascimento
Day 1
Day 2
Day 3
Day 4
Day 5

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